A Suécia está de volta à principal vitrine do futebol mundial. A equipe nórdica assegurou sua classificação para a Copa do Mundo 2026 ao superar a Polônia em um confronto repleto de alternativas, vencendo por 3 a 2 na Strawberry Arena. O gol que selou a presença sueca no torneio foi marcado por Gyökeres, aos 43 minutos do segundo tempo, acendendo a festa da torcida após um jogo com desfecho tardio.

A trajetória para esta edição da Copa, que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, não foi simples. Os suecos haviam ficado de fora da competição de 2022, disputada no Qatar, e a última participação em 2018 terminou com eliminação para a Inglaterra nas quartas de final. Mesmo terminando as Eliminatórias na última posição do Grupo B, a Suécia conseguiu um lugar na repescagem graças ao desempenho na Liga das Nações, onde foi campeã de seu grupo. O formato da repescagem europeia inclui as doze seleções que ficaram em segundo lugar nas Eliminatórias e as quatro campeãs de chave da Liga das Nações que não obtiveram a classificação direta. A Suécia, agora, integra o Grupo F do Mundial, ao lado de Holanda, Japão e Tunísia.

A expectativa em torno da seleção sueca era alta desde o início das Eliminatórias, impulsionada por uma geração de atletas valorizados no cenário global. A dupla de ataque, composta por Gyökeres e Isak, por exemplo, gerou um volume de 212 milhões de euros, aproximadamente R$ 1,2 bilhão, na última janela de transferências, com o primeiro se mudando para o Arsenal e o segundo para o Liverpool. Além disso, a juventude do elenco chama a atenção, contando com nomes como Elanga, do Newcastle, Bergvall, do Tottenham, Bardghij, do Barcelona, e Ayari, do Brighton, todos com menos de 25 anos e considerados peças importantes para o futuro.

A vaga foi garantida no quarto compromisso do técnico Graham Potter à frente da seleção. Ele assumiu o comando em outubro, em meio à campanha desfavorável nas Eliminatórias, para substituir Jon Dahl Tomasson. Antes de chegar à equipe nacional, Potter teve passagens por grandes clubes ingleses, como Chelsea e West Ham, trazendo uma bagagem considerável para o desafio de reerguer o futebol sueco.

O jogo contra a Polônia foi um espelho da resiliência sueca. Elanga abriu o placar, mas Zalewski empatou para os poloneses. Ainda na primeira etapa, Lagerbielke colocou a Suécia em vantagem novamente. No entanto, Swiderski deixou tudo igual no começo do segundo tempo, configurando um cenário de drama que culminou com o gol salvador de Gyökeres. A vitória ainda manteve um longo tabu: a Polônia não supera a Suécia fora de casa desde 1930, quando venceu por 3 a 0 em um amistoso. Desde então, foram dez confrontos, com oito vitórias suecas e dois empates, somando partidas válidas por Eliminatórias, Eurocopa e amistosos. Apesar de atuar como visitante e apresentar um bom volume de jogo no primeiro tempo, a eficiência sueca prevaleceu no final.

Essa classificação reafirma que o planejamento de longo prazo, focado em jovens talentos e em um comando técnico experiente, pode colher frutos rapidamente. A Suécia mostrou que, mesmo com um percurso tortuoso, a qualidade individual e a organização coletiva podem fazer a diferença na hora decisiva.