Peixe não sai do 1 a 1 com o Recoleta em casa, segue sem vencer na competição continental e afunda na lanterna do Grupo D.
A celebração dos 114 anos do Santos Futebol Clube na última terça-feira, 14 de abril de 2026, transformou-se em mais um capítulo de frustração para o torcedor alvinegro. Mesmo com a estrela Neymar balançando as redes, o Peixe não conseguiu superar o Deportivo Recoleta, do Paraguai, empatando em 1 a 1 na Vila Belmiro pela Copa Sul-Americana. O resultado manteve o clube sem vitórias na competição e, para piorar o cenário, a equipe saiu de campo sob vaias da torcida que compareceu ao estádio.
A partida, válida pela segunda rodada da fase de grupos, começou com um ar de otimismo para os donos da casa. Logo aos três minutos, uma trama ofensiva bem executada culminou na abertura do placar: Gustavo Henrique iniciou a jogada, acionando Neymar em contra-ataque, que tabelou com Gabigol e finalizou com maestria para o fundo da rede. Entretanto, a vantagem inicial não foi ampliada, apesar de o Santos ter criado diversas oportunidades claras, com Gabigol e o próprio Neymar desperdiçando chances que poderiam ter dado mais tranquilidade ao time.
O cenário de controle santista sofreu um revés nos minutos finais da primeira etapa. Após uma jogada perigosa do Recoleta, o defensor Luan Peres cometeu uma penalidade máxima sobre o adversário, e Richart Ortiz, na cobrança, não deu chances a Gabriel Brazão, igualando o marcador para a equipe paraguaia. No segundo tempo, o Santos manteve a pressão e a busca pelo gol da vitória, com Bontempo, Rollheiser e Miguelito chegando perto de marcar, mas a pontaria falhou e o goleiro Óscar Toledo se destacou com importantes intervenções. A insistência alvinegra, marcada por tentativas de Rafael Gonzaga, Thaciano, Adonis Frías e uma falta perigosa de Neymar nos acréscimos, não foi suficiente para desfazer o empate.
Cenário Continental e Pressão Crescente
Com este desfecho desfavorável em seus domínios, o Santos permanece na lanterna do Grupo D da Copa Sul-Americana, somando apenas um ponto em duas rodadas. A performance aquém do esperado é um duro golpe nas ambições do clube, que busca no torneio continental uma rota alternativa para uma temporada mais gloriosa e um possível retorno ao cenário de grandes decisões no continente. O Recoleta, por sua vez, com dois pontos, ocupa a segunda posição na chave, um ponto atrás do Deportivo Cuenca, que ainda jogará na rodada contra o San Lorenzo.
A falta de resultados na “Sula” intensifica a pressão sobre a equipe e a comissão técnica, especialmente considerando que o Peixe não conseguiu engrenar uma sequência de vitórias que traga tranquilidade à torcida. A expectativa era de uma campanha mais sólida, utilizando a competição para ganhar ritmo e confiança, mas o que se vê até agora é um time que tropeça em momentos cruciais, frustrando as esperanças de um avanço tranquilo para a próxima fase do torneio continental. A atmosfera na Vila Belmiro, que deveria ser de festa em um dia tão importante, refletiu a insatisfação com a atuação da equipe.
Analise: O empate contra um adversário de menor expressão, jogando em casa no dia do seu aniversário de 114 anos, não é apenas um resultado pontual, mas um sintoma preocupante para o Santos Futebol Clube. A incapacidade de converter a superioridade em gols e a vulnerabilidade defensiva que resultou no pênalti demonstram falhas que precisam ser urgentemente corrigidas. Se o Peixe almeja realmente disputar o título da Copa Sul-Americana ou mesmo avançar na fase de grupos, será fundamental apresentar uma postura mais decisiva e eficiente, tanto na criação quanto na finalização, evitando que a frustração da torcida se torne uma constante na Vila Belmiro.