O caldeirão do Maracanã ferveu nesta quarta-feira em uma noite de eletrizar qualquer amante de futebol! Em um palco de reencontros explosivos e emoções à flor da pele, o Flamengo não tomou conhecimento do Cruzeiro e, com uma vitória incisiva por 2 a 0, tratou de sacramentar sua boa fase no Brasileirão, deixando um rastro de dor e polêmica para velhos conhecidos. O placar, com gols de Pedro e Carrascal, foi apenas o aperitivo para um espetáculo de rivalidade e cobranças que ecoou pelos quatro cantos do Rio.
Essa partida não foi apenas futebol, meus amigos, foi um verdadeiro acerto de contas! Pelo lado rubro-negro, o Maracanã se transformou em um tribunal para Gerson, o "Coringa" que um dia foi idolatrado. O meio-campista do Cruzeiro foi recebido com uma vaia tão ensurdecedora que faria tremer até os mais experientes. E a revolta da Nação foi tão intensa que a notícia de que seu pai foi hostilizado no setor VIP só jogou mais lenha na fogueira. Tite, ex-comandante da Seleção e hoje técnico da Raposa, também sentiu o calor da torcida que um dia sonhou em tê-lo, provando do veneno flamenguista.
Mas a troca de farpas não ficou restrita a uma via só! Os guerreiros cruzeirenses que viajaram para o Rio não perdoaram Leonardo Jardim, o atual técnico do Mengão, que teve uma passagem discreta pela Toca da Raposa. Rolou até distribuição de "dólares" falsos com a cara do treinador e gritos de "mercenário", adicionando ainda mais tempero a essa salada de emoções. E teve Matheus Cunha, ex-Flamengo, na meta celeste substituindo Cássio, para completar o carrossel de reencontros.
Em campo, o Flamengo mostrou que a conversa era séria desde o apito inicial. Mal a bola rolou e Léo Ortiz já mandava um cabeceio no travessão, dando o tom da intensidade rubro-negra. O aviso virou realidade aos 5 minutos: Pedro, o artilheiro implacável, girou com maestria, limpou a jogada e soltou uma bomba indefensável, fazendo o Maracanã explodir em um misto de alívio e euforia! A Raposa ainda tentou esboçar uma reação, com Neyser exigindo uma grande defesa de Rossi, e Matheus Henrique por pouco não foi expulso, salvo pelo VAR que revisou um toque de mão que poderia ter comprometido de vez as chances mineiras no primeiro tempo. Apesar de ter mais posse de bola na primeira etapa (56%), o Cruzeiro pecou na objetividade.
Na volta do intervalo, o Mengão veio com a faca nos dentes! Arrascaeta, após um passe genial de Paquetá, carimbou a trave. Pulgar, na sequência, soltou um petardo de fora da área que Cássio defendeu com maestria antes de sair lesionado, abrindo espaço para Matheus Cunha. O jogo ficou mais brigado, mas a busca pelo segundo gol era constante. E ele veio, para delírio da torcida, no apagar das luzes! Carrascal, o maestro colombiano, aproveitou o desespero cruzeirense no último lance e selou a vitória por 2 a 0, transformando o Maraca em pura festa e exorcizando de vez qualquer fantasma.
Com os três pontos no bolso, o Flamengo salta para a quarta posição, dormindo no G5 e mostrando que veio para brigar pesado pelo topo da tabela. Já o Cruzeiro... ah, o Cruzeiro! Com apenas dois pontos, segue afundado na zona de rebaixamento e flerta perigosamente com a lanterna. A crise na Toca da Raposa só aumenta, e o que era para ser reencontro de glórias, virou um pesadelo sem fim. Próximos desafios: o Mengão encara o Botafogo no clássico do Nilton Santos, enquanto a Raposa recebe o Vasco no Mineirão. Será que a crise mineira terá fim ou o fundo do poço é ainda mais embaixo?
Serei direto e reto: essa história de "ídolo que volta" e "gratidão eterna" é uma farsa no futebol moderno! A vaia ensurdecedora a Gerson e a provocação a Tite e Jardim são a prova de que, para a torcida, lealdade se mede em resultados e camisas vestidas HOJE. É ridículo esperar que a paixão de milhões se curve a interesses individuais. E, sejamos francos, o Cruzeiro, com essa postura apática e esse elenco que parece ter esquecido como se joga futebol, está cavando a própria cova a passos largos. A Série B, que já conhecem bem, está acenando novamente. Não adianta culpar o reencontro amargo; a incompetência em campo fala mais alto, e o "professor" Tite parece estar assistindo o naufrágio de camarote, sem conseguir mudar o curso dessa tragédia anunciada!
CENTRAL DOPLACAR