Em um desenvolvimento relevante para o cenário jurídico e esportivo, a Justiça de São Paulo rejeitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, e Roberto Gavioli, antigo diretor financeiro do clube. A acusação, que incluía os crimes de lavagem de dinheiro e tributário, foi derrubada por decisão da juíza Márcia Mayumi Okoda Oshida, da 2ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores. A notícia sobre a rejeição da denúncia, inicialmente reportada pelo "Blog do Paulinho" e posteriormente confirmada pelo ge, traz um novo capítulo a um caso que gerou grande repercussão no meio esportivo.
A decisão proferida pela magistrada Márcia Oshida, divulgada nesta semana, fundamentou-se na análise individual de cada tipificação penal. Quanto à imputação de lavagem de dinheiro, a juíza argumentou que os fatos descritos na denúncia não se enquadravam nos preceitos legais do crime, uma vez que não foi identificada a ocultação da origem ilícita dos recursos com a intenção de reinseri-los na economia formal. No que tange à acusação de crime tributário, a magistrada invocou o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece a necessidade da conclusão prévia do processo administrativo fiscal para a análise de irregularidades de tal natureza.
A denúncia, que agora enfrenta este revés judicial, havia sido formalizada em dezembro do ano anterior pelo promotor Cássio Conserino. O Ministério Público alegava que Andrés Sanchez teria utilizado o cartão corporativo do Corinthians para custear despesas de caráter pessoal e de terceiros entre os meses de agosto e setembro de 2020. Na ocasião, o MP solicitava o ressarcimento de R$ 101 mil aos cofres do Timão.
Em resposta à decisão, o promotor Cássio Conserino já confirmou que recorreu do arquivamento, sinalizando a continuidade da batalha jurídica por parte da acusação.
É importante ressaltar que Andrés Sanchez segue alvo de outros procedimentos judiciais. Ele é, atualmente, denunciado por apropriação indébita em relação ao uso dos cartões corporativos do Corinthians. Adicionalmente, o ex-mandatário responde a um processo administrativo interno no Parque São Jorge, em trâmite na Comissão de Ética e Disciplina do clube, que avalia condutas relacionadas ao seu período na gestão. O desdobramento deste caso certamente será acompanhado de perto pela comunidade corintiana e pela imprensa especializada.
CENTRAL DOPLACAR