A Arena MRV foi palco de mais uma batalha emocionante nesta quarta-feira, e o Atlético-MG, com a garra que lhe é peculiar, conseguiu arrancar uma vitória magra, mas vital, por 1 a 0 sobre o Internacional. Em partida válida pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro, o que vimos foi um Galo que soube sofrer e, mais importante, brilhar nos momentos cruciais.

O grande protagonista da noite, sem dúvidas, foi o irreverente Cuello! O camisa 26 não apenas balançou as redes com um verdadeiro raio, um gol relâmpago que incendiou as arquibancadas logo no início, como também mostrou uma entrega tática impressionante. Correu, marcou e arrancou aplausos efusivos da massa atleticana, que viu nele a personificação da raça exigida.

Mas se Cuello foi o ataque, a defesa foi a muralha. O sistema defensivo do Galo, especialmente na etapa inicial, se portou com uma segurança invejável, frustrando qualquer tentativa colorada. E quem se agigantou de forma espetacular foi o zagueiro Ruan Tressoldi. O xerife da zaga antecipou jogadas com a precisão de um cirurgião e se mostrou uma rocha inabalável dentro da área, sendo facilmente um dos melhores em campo.

E o que dizer de Everson? O goleiro atleticano, que já é sinônimo de segurança, foi brutalmente testado no segundo tempo. Com reflexos felinos e defesas que pareciam desafiar a física, Everson garantiu que o placar permanecesse intacto. Verdadeiras intervenções espetaculares que provaram, mais uma vez, seu valor indiscutível para o time.

No entanto, para nós, do Central do Placar, é preciso ir além da celebração da vitória suada. Sim, o Galo venceu. Sim, Cuello, Ruan e Everson brilharam. Mas convenhamos: uma equipe com a ambição do Atlético-MG, jogando em casa e dependendo tanto de lances individuais e da genialidade de seu goleiro para segurar um 1 a 0 magro, está mais caminhando para a mediocridade do que para o topo. A Arena MRV, que deveria ser um caldeirão, registrou o menor público de sua história em uma partida de Brasileiro. Isso não é um sinal de força, mas um grito silencioso da torcida: "Queremos mais!". E se o clube não acordar para a necessidade de um futebol mais envolvente e dominante, essas vitórias na raça podem virar derrotas na tabela – e a conta, ah, essa conta sempre chega.