O Palmeiras deu um passo importante rumo ao título do Campeonato Paulista 2026. Na noite desta quarta-feira (4), o Verdão venceu o Novorizontino por 1 a 0 na Arena Barueri, em jogo de ida da grande final. O resultado coloca o time de Abel Ferreira em posição confortável: basta um empate no domingo para levantar a taça.

O gol foi marcado por Flaco López, mas o nome da noite foi outro: Carlos Miguel. O goleiro palmeirense defendeu um pênalti nos acréscimos do primeiro tempo e impediu que o Novorizontino voltasse para o jogo em momento crucial. Uma defesa que pode valer um título.

A Vitória que Não Veio Fácil

Quem esperava um Palmeiras avassalador encontrou uma partida muito mais equilibrada do que o esperado. O Novorizontino, time que surpreendeu o estado inteiro ao chegar à final, entrou em campo com muita organização e sem complexo de inferioridade.

O Tigre fechou os espaços, apostou nos contra-ataques e fez o Palmeiras suar para criar chances. Foi só a partir dos 30 minutos do primeiro tempo que o Verdão conseguiu impor seu ritmo.

O gol saiu aos 34 minutos. Ramón Sosa, um dos mais ativos do time alviverde, tocou na medida para Flaco López na entrada da área. O argentino bateu rasteiro de canhota, sem chance para o goleiro Jordi. Arena Barueri explodiu.

Quatro minutos depois, o Palmeiras quase dobrou a vantagem. Flaco virou garçom e encontrou Allan em boa posição. O meia bateu forte, a bola foi no travessão e ficou só no susto para o Novorizontino.

O Momento que Pode Definir o Título

Aos 43 minutos, o jogo virou de cabeça para baixo em questão de segundos. Andreas Pereira errou na saída de bola, foi desarmado e Vinicius Paiva foi derrubado dentro da área. Pênalti para o Novorizontino.

Na cobrança, Robson — artilheiro do campeonato e esperança máxima do Tigre — bateu forte no meio do gol. Parecia gol certo. Carlos Miguel, porém, não foi na finta, ficou parado no centro e espalmou com segurança. Uma defesa que arrancou aplausos até dos adversários.

Essa jogada muda completamente a leitura da final. Se o pênalti tivesse entrado, o Novorizontino chegaria ao intervalo empatado e com moral. Com a defesa de Carlos Miguel, o Palmeiras foi para o vestiário com vantagem no placar e na cabeça.

Segundo Tempo e o VAR Entrando em Cena

Na segunda etapa, o Palmeiras tentou ampliar para matar o jogo. Aos 8 minutos, Gómez aproveitou um rebote e balançou as redes — mas o VAR anulou por impedimento na origem da jogada. A tecnologia, mais uma vez, frustrando a torcida palmeirense.

Abel mexeu no time, Enderson Moreira também fez suas apostas, mas o placar não mudou. O Novorizontino ainda reclamou de pênalti nos acréscimos, mas a arbitragem mandou seguir.

O que Esperar da Final de Volta

No domingo, às 20h30, a decisão vai para o Estádio Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte. Jogar na casa do adversário não é fácil, mas o Palmeiras chega com a melhor condição possível: qualquer empate garante o título.

Ao Novorizontino resta o cenário mais difícil: precisa vencer por dois gols ou mais para ser campeão no tempo normal. Uma vitória por apenas um gol leva a decisão para os pênaltis.

A equipe de Enderson Moreira mostrou ao longo do campeonato que sabe surpreender — chegou até aqui exatamente por isso. Mas reverter uma desvantagem contra o Palmeiras de Abel Ferreira, fora de casa, é um desafio gigantesco.

Nossa Análise

O Palmeiras fez o suficiente. Não foi um grande jogo, mas foi eficiente. Flaco López resolveu quando precisou, Carlos Miguel salvou quando o time errou e a defesa segurou o resultado.

O Novorizontino, por sua vez, mostrou personalidade. Não veio a Barueri para se defender e morrer. Criou, pressionou e só não pontuou por causa de uma defesa extraordinária. Vai para Novo Horizonte com a missão quase impossível, mas com a cabeça erguida.

Se o título vier domingo, Carlos Miguel vai entrar para a história do Paulistão 2026 com aquela defesa de pênalti como imagem símbolo. Às vezes, os goleiros ganham campeonatos.